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LINGUAGEM
DICA:
trocas de letras como o "F" e "V" na escrita, podem
ser consequência de perda auditiva leve ou de otites de repetição
durante a alfabetização.
ORIENTAÇÃO: Conte estórias para seu filho.
ALTERAÇÕES MAIS COMUNS: trocas de letras na escrita,
alterações na fala, vocabulário restrito, dificuldade
em contar estórias com começo, meio, fim e coerência;
em interpretar e produzir textos, em aprendizagem de forma geral, em
compreender sinônimos, antônimos, sentido figurado, ironias,
piadas, poesias e em compreender regras gramaticais, casos de bilinguismo
entre outras.
A QUEM SE DIRECIONA: crianças em processo de alfabetização,
adolescentes com dificuldades de aprendizagem e de produção
de textos, indivíduos que tiveram a linguagem prejudicada por
acidentes ou por doenças, aos portadores de síndromes
que afetam a linguagem, etc.
SUGESTÃO: livro "Aventura da escrita, a história
do desenho que virou letra" de Lia Zatz, Editora Moderna.
FALA OU LINGUAGEM ORAL
DICA: o uso por tempo prolongado da chupeta ou mamadeira pode
alterar a posição e a força dos músculos,
prejudicando a fala e o crescimento da face.
ORIENTAÇÃO: Evite falar sempre de modo infantilizado
com as crianças.
ALTERAÇÕES MAIS COMUNS: a fala é uma manifestação
da alteração de linguagem e/ou da motricidade oral. Fala,
linguagem e motricidade oral são interligadas. Ex: trocas e/ou
distorções de sons, demora em iniciar a fala, fala enrolada,
língua presa, alterações faciais, dentárias
e palatais, como o "lábio leporino", que são
as fissuras lábio palatais, entre outras.
A QUEM SE DIRECIONA: à crianças que, apesar da
idade, não se comunicam através da fala, aos que tiveram
a capacidade de falar afetada por acidentes ou doenças, a todos
os falantes que não apresentam fala clara, aos que usam a fala
como instrumento de trabalho como vendedores, oradores, professores,
guias, atores, políticos, e advogados; aos que querem melhorar
sua imagem pessoal através da estética da fala, etc.
SUGESTÃO: filme: "Castelos de cartas", "Meu
filho meu mundo", livro "Filó e Marieta" de Eva
Furnari, Editora Paulinas.
MOTRICIDADE
ORAL
DICA: o tratamento ortodôntico frequentemente é
mais eficiente quando acompanhado de terapia miofuncional realizado
por fonoaudiólogos.
ORIENTAÇÃO: Corte os alimentos inicialmente com
os dentes incisivos centrais e em seguida mastigue de ambos os lados
e dê preferência a alimentos consistentes.
ALTERAÇÕES MAIS COMUNS: posição inadequada
da língua empurrando os dentes durante a deglutição
e fala, escape de saliva ao falar; respiração bucal: que
causa olheiras, dificuldade de concentração e sonolência,
falta de força e mobilidade dos músculos faciais, paralisia
facial periférica, entre outras.
A QUEM SE DIRECIONA: a respiradores bucais viciosos após
cirurgia de septo nasal, hipertrofia de adenóide/amigdalas, alérgicos
sob tratamento, aos que estão sob tratamento ortodôntico,
aos que apresentam alterações de fala, no pré e
pós operatório de cirurgia ortognática, etc.
SUGESTÃO: Livro "Ciça Travatrovas" de
Cecília Vicente de Azevedo A. Pinto e Ziraldo, Editora Nova Fronteira.
VOZ
DICA:
a voz deve ser aquecida antes de ser usada profissionalmente e desaquecida
ao final do uso além de estar sempre hidratada e longe do álcool,
do fumo e do gelado.
ORIENTAÇÃO: evite expor-se diretamente ao ar condicionado,
ele resseca a mucosa da prega vocal e pode causar disfonia, que é
a rouquidão.
ALTERAÇÕES MAIS COMUNS: rouquidão persistente,
cansaço ao falar; dor; pigarro, sensação de "
bolo" na garganta, "ar na voz", quebra de sonoridade,
quebra durante o canto, voz muito fina ou muito grossa, voz nasalizada,
"voz fanhosa", entre outras.
A QUEM SE DIRECIONA: a quem apresenta um dos sintomas acima,
aos que já tem diagnóstico de lesões nas pregas
vocais, aos que tiveram a laringe retirada total ou parcialmente devido
ao câncer, no pré e pós operatório de cirurgia
laringológica, aos profissionais da voz como: cantores, locutores,
atores, professores, advogados, vendedores, operadores de telemarketing
e pastores; e aos que desejam melhorar a estética vocal, etc.
SUGESTÃO: CD "Phantom of the Opera", livro "Guia
da Ópera" de Jeanne Sumahy, e livro "Rita não
grita", de Flávia Muniz e Walter Ono, Editora Melhoramentos.
AUDIÇÃO
DICA: a linguagem de sinais deve ser estimulada junto com a fala
desde bebê e/ou tão logo a perda auditiva seja diagnosticada.
ORIENTAÇÃO: Exames de audiometria devem ser realizados
com a mesma frequência que os exames oftalmológicos, principalmente
na pré escola e alfabetização.
ALTERAÇÕES MAIS COMUNS: da articulação
(fala), ritmo, respiração, no uso das flexões,
concordâncias e regras gramaticais, no uso do volume e tom de
voz, entre outras.
A QUEM SE DIRECIONA: aos portadores de deficiência auditiva
e sua família, aos que apresentam exames audiométricos
normais mas com alteração no processamento auditivo central,
etc.
SUGESTÃO: filme "Filhos do silêncio",
livro "Audição" de Mandy Shur e Mike Gordoni,
Editora Scipione.
NEUROLÓGICOS
DICA:
terapia fonoaudiológica em conjunto com uma equipe multidisciplinar
como: terapia ocupacional, fisioterapia, nutricionista e neurologista
contribuem para a melhor qualidade de vida do paciente.
ORIENTAÇÃO: seja amoroso e receptivo com seu familiar
que sofreu uma lesão neurológica, e incentive-o a cada
conquista, o paciente necessita de um cuidador para auxiliar nas necessidades
do dia-a-dia.
ALTERAÇÕES
MAIS COMUNS: dificuldade em evocar as palavras, omitir ou distorcer
sons, dificuldade de repetição, discurso com entonação
adequada mas com palavras com baixo nível de significação
no contexto, emitir a mesma palavra ou frase para qualquer tipo de tarefa,
pergunta ou situação, engasgos, tosse antes, durante e/ou
depois da deglutição, refluxo, dificuldade de engolir,
entre outras.
A QUEM SE DIRECIONA: aos pacientes que sofreram AVC (Acidente
Vascular Cerebral), TCE (Trauma Crâneo Encefálico) e síndromes
degenerativas (Parkinson, Esclerose Lateral Amiotrófica, Esclerose
Múltipla e outras). Síndromes e autismos, aos que perderam
ou não adquiriram a fala e/ou linguagem e patologias similares.
SUGESTÃO: Filmes "Óleo de Lorenzo", "Meu
pé esquerdo" e "Tempo de Despertar".
Comunicação
Suplementar e/ou Alternativa
Para
aqueles pacientes que apresentam uma fala distorcida e ininteligível,
para pacientes não verbal (com ausência da fala); a fonoaudiologia
utiliza outros meios de comunicação, como a Comunicação
Suplementar e/ou Alternativa, realizada através do computador
e de pranchas.
Este tipo de Comunicação se chama Comunicação
Suplementar e/ou Alternativa. Comunicação Suplementar
e/ou Alternativa: é uma área da prática clínica,
educacional e de pesquisa para fonoaudiólogos que tentam compensar
e facilitar, temporária ou permanentemente, os prejuízos
e incapacidades dos indivíduos com severos distúrbios
da comunicação expressiva e/ou distúrbios da compreensão.
A Comunicação Suplementar ou Alternativa pode ser necessária
para indivíduos com severos distúrbios da compreensão
e para indivíduos que demonstrem prejuízos nos modos de
comunicação gestual, oral e/ou escrita." (ASHA, 1991)
Comunicação Alternativa: Quando o indivíduo
perdeu a fala devido a uma lesão cerebral (AVE, TCE); doenças
neurovegetativas (doença de Parkinson, Alzheimer, autismos e
síndromes) e utiliza outro meio para se comunicar em substituição
à fala, devido a impossibilidade de articular ou produzir sons
adequadamente.
Comunicação Suplementar: Quando o indivíduo
necessita de um auxílio e complemento para adquirir e/ou compensar
as deficiências da fala, sem substituí-la; também
para pacientes com lesões cerebrais, doenças neurodegenerativas
e outras doenças neurológicas.
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